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Reflexões sobre os Estados Unidos e seus interesses na Venezuela e Groenlândia - Avelino Meti

Luanda - A Venezuela é um território remanescente do antigo Império Espanhol. Os Estados Unidos da América querem fazer da Venezuela um protetorado, à exemplo do que foi a Namíbia para África do Sul; Fonte: Club-k.net Procuraram um argumento para capturar Nicolás Maduro mas em boa verdade o interesse maior é por demais evidente, trata-se de expropriação das suas riquezas, e redefinição do controlo geoestratégico da Venezuela e de toda região do continente Americano.   Em pleno século XXI, registam-se conflitos regionais, instabilidade económica e pressão sobre países mais frágeis apetecíveis por causa das suas terras e recursos minerais.   Não vivemos uma Guerra Fria clássica, mas vivenciamos um período de grande instabilidade internacional, com tensões constantes, competição tecnológica e corrida armamentista.   Vai prevalecendo a lei do mais forte em contradição com a carta das Nações Unidas e do direito internacional;   Quem diria que os Estados Unidos da America, signatários e defensores do direito internacional, aparecessem na fotografia como os violadores da carta das Nações Unidas, transmitindo mal exemplo de convivência passifica num mundo que já mais será unipolar…   Os Estados Unidos da América ao ameaçar a Venezuela, México, e Cuba alegadamente por ciúmes da influência e presença na região da China e Rússia, ressuscitaram a velha Doutrina Monroe de 1823 que dizia claramente que países europeus não podem colonizar, reconquistar ou intervir politicamente ou militarmente nas Américas, em troca os EUA comprometiam-se a não interferir nos conflitos da Europa.   A Doutrina em causa passou a ser política externa dos EUA em resposta a colonização e influência espanhola nas Américas, legitimado pelo Tratado de Tordesilhas de 1494, acordo entre Portugal e Espanha definindo na altura como os dois reinos iriam dividir as terras “descobertas” fora da Europa, tendo Portugal ficado com o Brasil, alguns países africanos e asiáticos, e a Espanha com maior parte da América (América Central, Caraíbas e América do Sul), posteriormente ficado com grande parte do Pacífico.   Entretanto, se o que está em causa é o ressurgimento do espírito e letra da Doutrina Monroe, porque que os EUA querem a todo custo a Groenlândia, maior ilha do mundo com extensão territorial de 2.166.086 km², geograficamente pertencente a América do Norte mas politicamente território autónomo da Dinamarca, país europeu e por sinal membro da NATO?   Em termos de comparação, a Groenlândia é maior que Angola em km², é rica em recursos naturais e estratégicos apesar de grande parte do território estar coberta por gelo, possui riquezas como Terras Raras, Urânio, Zinco, Chumbo, Ferro, Ouro, Níquel, e Cobre, daí a apetência dos Estados Unidos na expropriação da Ilha situada no nordeste da América do Norte.   Do ponto de vista analógico, a intervenção da Rússia a Ucrânia, dos Estados Unidos a Venezuela e possivelmente a Groenlândia, poderá de alguma maneira legitimar a China a invadir Taiwan.   A ONU não pode simplesmente sancionar EUA ou Rússia devido à estrutura de veto do Conselho de Segurança.   A organização condena atos e cria comissões de investigação, mas a ação coerciva depende da vontade dos Estados membros, especialmente das grandes potências.   Na prática, a ONU funciona melhor quando há consenso entre países poderosos, e isso raramente existe quando os violadores são membros permanentes do Conselho de Segurança. Portugal 12 de Janeiro de 2026 Avelino Meti TURBO  

1/11/2026 7:52:58 AM

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