Expresso das ilhas

yesterday

Cape Verde

Ébola: OMS desaconselha restrição de entrada a viajantes da RDCongo

Ébola: OMS desaconselha restrição de entrada a viajantes da RDCongo
A OMS recomenda não proibir viagens porque não ajuda muito. Poderia atrasar a propagação talvez alguns dias, mas não mais. A melhor abordagem é intensificar as medidas na origem e fornecer apoio", declarou Tedros à imprensa à sua chegada na noite de quinta-feira a Kinshasa, onde manterá reuniões de trabalho com as autoridades congolesas.Tedros explicou que a proibição de viagens "não incentiva" os países afetados pelo Ébola a informarem os seus casos "de forma transparente", e que eles podem considerar deixar de fornecer os seus dados caso sejam alvo de medidas punitivas.Nesse sentido, afirmou que este tipo de medidas têm "consequências para a saúde pública", segundo "investigações realizadas em várias ocasiões", e recomendou outras formas de gerir as fronteiras e os casos.Até agora, países como Uganda, Ruanda, Estados Unidos, Canadá, México, Bahamas, Jordânia e Bahrein tomaram medidas de restrição de viajantes provenientes da RDCongo, de Uganda ou do Sudão do Sul, e até o encerramento de fronteiras.O chefe da OMS, que também planeia viajar para Bunia, capital de Ituri e epicentro da epidemia, indicou que entre os desafios de contenção está o longo conflito que assola o leste do país, motivo pelo qual pediu um cessar-fogo entre o Exército congolês e os grupos rebeldes que operam na zona."Houve centenas de milhares de pessoas deslocadas (...) nos últimos meses. E isso dificulta muito conter a epidemia. E o outro fator, claro, é a insegurança alimentar observada na província", acrescentou.Da mesma forma, destacou a dificuldade de resposta associada à "desconfiança" da população, que se mostra "muito preocupada", ao mesmo tempo que pode "não entender o que está a acontecer".No entanto, mostrou a sua "fé na comunidade" congolesa, à qual apelou para conseguir uma resposta conjunta à epidemia e superá-la."Vim aqui para mostrar às comunidades das províncias orientais Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul, que não estão sozinhas, que estamos aqui para as apoiar e entendemos a sua dor", concluiu.A agência de saúde pública da União Africana (UA) indicou quinta-feira que existem 246 "mortes suspeitas" registadas na RDCongo devido à 17.ª epidemia de Ébola registada no país desde que o vírus foi detetado pela primeira vez em 1976.O vírus também se propagou para a vizinha Uganda, onde foram confirmados oito contágios, incluindo uma morte num caso importado de um congolês, de acordo com a agência de saúde da UA.A RDCongo, nação vizinha de Angola, é regularmente afetada por surtos e epidemias do vírus Ébola, que se transmite através do contacto direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.A epidemia corresponde à estirpe de Bundibugyo, cuja taxa de letalidade varia entre 30% e 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera o risco na África subsariana como "alto" e a nível global como "baixo".O Ébola, que causou mais de 15 mil mortes em África nos últimos 50 anos, é menos contagioso do que a covid-19 ou o sarampo.Na ausência de vacina e de tratamento aprovado contra a estirpe Bundibugyo do vírus, responsável pela epidemia atual, as diretrizes de contenção assentam essencialmente no cumprimento das medidas de prevenção sanitária e na deteção rápida dos casos.Foto:  Depositphotos

Top 10 Portala

TASS

tass.ru

10153 vesti

RIA Novosti

ria.ru

7154 vesti

The Independent

independent.co.uk

4755 vesti

The Hindu

thehindu.co.in

4170 vesti

Kurir

kurir.rs

3920 vesti

CNN Brasil

cnnbrasil.com.br

3845 vesti

Indian Express

indianexpress.com

3030 vesti

24 Chsasa

24chasa.bg

2886 vesti

20  minutos

20minutos.es

2636 vesti

 Diario El Comercio

elcomercio.pe

2557 vesti