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Energia mais barata pressiona resultado da Axia; como ficam os dividendos?

Energia mais barata pressiona resultado da Axia; como ficam os dividendos?
A queda recente dos preços de energia deve pressionar o resultado da Axia Energia (AXIA3), antiga Eletrobras, no segundo trimestre. O Goldman Sachs cortou a projeção de Ebitda ajustado, que exclui provisões, do trimestre para R$ 6,2 bilhões, ante R$ 6,7 bilhões anteriormente. O valor ficou 9% abaixo do consenso da Bloomberg e 23% menor que no trimestre anterior.Mas como a revisão afeta a projeção de dividendos da companhia, que está regularmente entre as mais recomendadas para carteiras focadas em proventos? A situação pode não ser ruim como parece.Segundo os analistas do Goldman, o ajuste na estimativa de resultado reflete a queda dos preços de energia no curto prazo, que caíram para cerca de R$ 240/MWh em 2026, ante R$ 280/MWh no modelo anterior, de fim de maio. Pesaram temperaturas mais baixas, que reduziram a demanda, e chuvas mais fortes, que aumentaram a oferta.Mas o impacto se concentra no trimestre. Para o ano de 2026, o Goldman reduziu a projeção de Ebitda em apenas 3%, e manteve a de 2027.Parte da queda de preços é compensada por mais energia disponível. As projeções da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) para o GSF, fator que compara a geração das hidrelétricas à sua garantia física, subiram para cerca de 84% em 2026, ante 80% antes, com alta maior no segundo semestre.Nos preços de longo prazo, pouca coisa mudou. A curva para 2029 segue perto de R$ 250/MWh, e o banco mantém a projeção de R$ 240 a R$ 260/MWh entre 2027 e 2029.Leia também: Petróleo em alta: até onde podem ir Petrobras, PRIO e PetroReconcavo?Tese de dividendos preservadaPara o Goldman, o revés de curto prazo não muda o pilar da tese de proventos da Axia. O banco projeta que a companhia distribua entre 10% e 14% ao ano em dividendos e recompras de 2026 a 2028.A recomendação segue de compra, com a Axia mantida como a geradora preferida do banco no Brasil. O principal motivo é a grande parcela de energia que a empresa ainda tem para vender nos próximos anos, o que a torna a maior beneficiada quando os preços sobem no longo prazo.O preço-alvo também não mudou. O Goldman projeta R$ 67 para AXIA3, o que indica potencial de alta de cerca de 26% sobre o fechamento de da última quarta-feira (8). O preço-alvo dos ADRs em Nova York caiu cerca de 3%, para US$ 13,0, por causa da desvalorização do real, e não por mudança na tese.The post Energia mais barata pressiona resultado da Axia; como ficam os dividendos? appeared first on InfoMoney.

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