Ministro da Saúde representa Cabo Verde na Conferência Global da OMS sobre Inteligência Artificial na Saúde
Na sua intervenção,
Lúcio Fernandes disse que este encontro realiza-se num momento particularmente
simbólico para Cabo Verde.“Há poucos dias, os
nossos Tubarões Azuis escreveram uma das mais belas páginas da nossa história
desportiva ao participarem, pela primeira vez, numa fase a eliminar de um
Campeonato do Mundo de Futebol, demonstrando ao mundo que um pequeno Estado
insular pode competir ao mais alto nível quando existe visão, talento,
preparação e espírito colectivo”, indica.Para Lúcio
Fernandes, essa conquista inspira-nos também na saúde. “Tal como no desporto,
os desafios que enfrentamos não são determinados pela dimensão do território ou
da população, mas pela nossa capacidade de inovar, cooperar e acreditar que é
possível transformar limitações em oportunidades”.O Ministro da Saúde
defendeu que, para um país arquipelágico como Cabo Verde, a Inteligência
Artificial constitui uma oportunidade estratégica para aproximar os cuidados
especializados de todas as ilhas, reduzir desigualdades no acesso aos serviços
de saúde, otimizar recursos e reforçar a eficiência do Sistema Nacional de
Saúde, através da integração da IA com a telemedicina e a transformação
digital.O governante
destacou ainda que Cabo Verde reúne condições para afirmar-se como um
Laboratório da CPLP para a Inteligência Artificial em Saúde, acolhendo
projetos-piloto, promovendo a inovação e reforçando a cooperação entre os
países lusófonos na área da saúde digital.Na ocasião, apelou
ao fortalecimento da cooperação internacional em áreas como a formação de
recursos humanos, o investimento em infraestruturas digitais, a
interoperabilidade dos sistemas de informação e a definição de um quadro ético
e regulatório que assegure uma utilização responsável da Inteligência
Artificial.O Ministro da Saúde
reafirmou o compromisso de Cabo Verde com a inovação em saúde, defendendo que
“a Inteligência Artificial nunca deve substituir a humanidade da medicina, mas
sim fortalecê-la, capacitando os profissionais de saúde e contribuindo para
reduzir as desigualdades no acesso aos cuidados”.
7/15/2026 9:16:50 AM