Governo Trump fará exames de testosterona de militares homens

O Pentágono começará a realizar exames para detectar a deficiência de testosterona em militares homens. O anúncio foi feito nesta quarta-feira pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth. Usando o slogan "High-T Department of War" ("Departamento de Guerra com Alta Testosterona"), Hegseth afirmou que o novo acompanhamento, voltado a militares com 30 anos ou mais, garantirá que eles tenham "os níveis mais adequados de testosterona para atuar no mais alto nível de desempenho". O anúncio do chefe do Pentágono está alinhado aos esforços do secretário de Saúde, Robert Kennedy Jr., para reduzir parte do estigma associado ao tratamento com testosterona. Em junho, a agência reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) solicitou aos fabricantes que retirassem advertências que há muito tempo constavam nos rótulos de terapias de reposição hormonal para homens mais velhos cujos níveis de testosterona diminuem naturalmente com a idade. "Se o tratamento for recomendado, a decisão de fazer terapia de reposição de testosterona será inteiramente sua", disse Hegseth em vídeo publicado na rede X. "Não se trata de um aprimoramento artificial. Trata-se de restaurar e otimizar suas capacidades naturais." Segundo Hegseth, o novo exame será incorporado à avaliação anual de saúde dos militares com mais de 30 anos, enquanto integrantes mais jovens das Forças Armadas poderão optar "voluntariamente" por também realizar o rastreamento. De acordo com a Cleveland Clinic, a reposição de testosterona em homens com níveis baixos do hormônio pode melhorar os níveis de energia, a função sexual, o humor, a densidade mineral óssea e a massa muscular magra. O tratamento também pode provocar diversos efeitos colaterais, incluindo redução do tamanho dos testículos, acne, retenção de líquidos, aumento das mamas, elevação da contagem de glóbulos vermelhos e supressão da produção de espermatozoides, o que pode comprometer a fertilidade. Em 2019, os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH) estudaram o impacto da terapia com testosterona como uma forma de reduzir lesões e melhorar o desempenho de militares homens submetidos a condições extremas. O estudo concluiu que "a suplementação de testosterona (terapia de reposição de testosterona) é uma contramedida viável para reverter de forma eficaz a cascata de consequências físicas e mentais enfrentadas por operadores táticos". O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, durante coletiva de imprensa Elizabeth Frantz / Reuters

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