Ações de construtoras caem 40% em relação às máximas: queda é exagerada?
As ações das construtoras estão sendo negociadas perto das mínimas nas últimas 52 semanas. Com recuo de quase 40% em relação às máximas recentes, o segmento de baixa renda é o mais afetado. Para o Bradesco BBI, a queda, além de profunda, é exagerada.De acordo com o banco, o desempenho dos ativos está refletindo uma série de fatores. Do lado operacional, os investidores parecem desapontados após expectativa de números mais fortes de vendas no segundo trimestre.Para os analistas do Bradesco BBI, por sua vez, a reação das ações foi excessiva. Mesmo com o desempenho das construtoras desagradando, o aumento dos tickets médios de venda deve mais do que compensar a leve frustração em volumes nos resultados a serem reportados. Conforme os dados do banco, a alta média foi de 6% no comparativo anual e de 3% frente ao trimestre anterior.Leia tambémWEG: o que fazer com a ação após a tele do 2T? Veja a visão do Itaú BBA e do GoldmanBBA acredita que o pior momento da companhia ficou para trás e vê uma relação risco-retorno mais favorável para as açõesIntel sobe à medida que previsões indicam que IA impulsionará recuperação da empresaEmpresa previu uma receita no terceiro trimestre acima das expectativas de Wall StreetO BBI acredita que o posicionamento elevado antes da divulgação dos dados operacionais ajudou a ampliar a pressão vendedora. De maneira secundária, mas ainda efetiva, os analistas também apontaram os ruídos eleitorais e o cenário geopolítico mais desafiador como fatores para o tom negativo.Baixa rendaAs ações do segmento de baixa renda passaram a negociar nos menores múltiplos Preço/Lucro (P/L) dos últimos 12 meses, em torno de 4 vezes, em média. Para o BBI, esse patamar está bastante atrativo.De acordo com o BBI, os fundamentos seguem relativamente positivos para o segmento, apesar da desaceleração em lançamentos.As ações da Cury (CURY3) seguem como principal preferência do banco no segmento, negociando a 6,1 vezes o P/L esperado para 2027. Em segundo lugar, está Tenda (TEND3), a 4,4 vezes, e Direcional (DIRR3), a 5,2 vezes.Ao longo do primeiro semestre deste ano, Tenda foi o principal destaque em lançamentos, com crescimento de 59% no comparativo anual, enquanto Direcional avançou 11%. Já MRV (MRVE3), Cury e Plano & Plano (PLPL3) registraram quedas de 7%, 9% e 21%, respectivamente.Alta rendaJá no segmento de médio e alta renda entre as construtoras, os dados operacionais contam uma história mais desafiadora. De acordo com o BBI, a desaceleração em lançamentos foi mais ampla, com queda na velocidade de vendas e aumento de cancelamentos.Cyrela (CYRE3) e Lavvi (LAVV3) registraram quedas de 13% e 34% nos lançamentos, enquanto Helbor (HBOR3) e Even (EVEN3) tiveram retrações mais expressivas, de 57% e 59%, respectivamente.Conforme os analistas, essa movimentação sugere uma maior seletividade dos compradores. Mesmo com esse plano de fundo mais fraco, o banco reforçou a visão construtiva em Cyrela e Moura Dubeux (MDNE3), que teve crescimento nos lançentos de 37% e foi o principal destaque em vendas, com alta de 70% ao ano.The post Ações de construtoras caem 40% em relação às máximas: queda é exagerada? appeared first on InfoMoney.
7/24/2026 12:11:46 PM